Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

A Fábula dos Porcos Assados

O texto original deste trabalho, em espanhol, circulou entre os alunos do curso de pós-graduação da Universidade de Piracicaba em 1981. A sutileza com que o autor satiriza um dos problemas de nossos tempos fez com que imediatamente o texto chamasse a atenção de alunos e professores, convertendo-se em tema de conversas e debates.

Aos leitores, a Fábula dos Porcos Assados:


Uma das possíveis variações de uma velha história sobre a origem do assado é a seguinte: Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque... até que descobriram um novo método.

Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes - milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quando mais crescia a escala do processo, tanto mais parecia falhar e tanto maiores eram as perdas causadas.

Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos, seminários, conferências passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte repetiam-se os congressos, seminários, conferências.

As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra, ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas...

As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: maquinário diversificado; indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiadores que eram também especializados (incediadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc., incendiadores noturnos e diurnos - com especialização e matutino e vespertino - incendiador de verão, de inverno, etc.). Havia especialista também em ventos - os anemotécnicos. Havia um Diretor Geral de Assamento e Alimentação Assada, um Diretor de Técnicas Ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um Administrador Geral de Reflorestamento, uma Comissão de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias (ISCUTA) e o Bureau Orientador de Reforma Igneooperativas.

Havia sido projetada e encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação - utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas.

Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente, etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno.

Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades para que os professores especializados na construção das instalações para porcos; fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos, etc.

As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus, posicionar ventiladores-gigantes em direção oposta à do vento, de forma a direcionar o fogo, etc. Não é preciso dizer que os poucos especialistas estavem de acordo entre si, e que cada um embasava suas idéias em dados e pesquisas específicos.

Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso), chamado João Bom-Senso, resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne.

Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o Diretor Geral de Assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouví-lo pacientemente, disse-lhe:

- Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades?
- Não sei - disse João.
- E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadores automáticas de ar?
- Não sei.
- E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?
- Não sei - repetiu João encabulado.
- O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê, que , se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor com certeza compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? Vamos, diga-me.
- Não sei, não senhor.
- Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor?
- Sim, parece que sim.
- Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosos sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o país?
- Não sei.
- Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos - por exemplo, como melhorar as anemotécnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência), como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transformá-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez!
- Realmente, eu estou perplexo! - respondeu João.
- Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo?

João Bom-Senso, coitado, não falou mais um "A". Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos, que falta o Bom-Senso.

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

COT - Comando de Operações Táticas da Polícia Federal

Primeiro bloco do programa Contatos, da TV Justiça, com o Comando de Operações Táticas (COT), a tropa de elite da Polícia Federal brasileira.

Sábado, 1 de Novembro de 2008

Universidade de Berkely

Programa Mundo S.A. da Globo News, exibido em 22/09/2008, sobre a Universidade de Berkeley (UC Berkeley), com entrevistas de alguns poucos brasileiros que estudam por lá.

É interessante esta comparação que o Andrew Tanenbaum, autor de livros textos clássicos para os cursos de computação, hoje professor da Universidade de Amsterdã, faz entre o MIT e Berkeley.

Where did you go to school?

High School: White Plains High School
College: M.I.T.
Ph.D.: University of California at Berkeley

Which one did you like best?
High school was ok, but my real love was the stage crew, of which I was electrician. Nobody likes M.I.T. People respect it. I respect it. But like it? Does anyone like taking a drink from a fire hose? I am still in awe of the place. I loved Berkeley and the Bay Area.

Did you experience culture shock going from M.I.T. to Berkeley?
Oh my goodness. Yes. It was so strange to be in an environment with people having I.Q.'s below 150 and where it wasn't necessary to study 12, 13, 14 hours a day, seven days a week just to keep up.


Sábado, 27 de Setembro de 2008

Não seja meia-boca

por Paulo Araújo

Você nasce sem pedir e morre sem querer, então trate de aproveitar bem o intervalo. Pensando assim, dá até vontade de fazer o melhor e curtir ao máximo nossa curta vida terrestre. Portanto, esqueça a terrível idéia de deixar para amanhã o que pode ser feito hoje, arregace as mangas e faça o seu melhor agora, pois é isso o que verdadeiramente conta. Fuja da impressão de ser meia-boca, ou seja, aquela pessoa que acha que tudo está bom e quer mesmo é que o mundo acabe em barranco para morrer encostada. Você não quer ser confundido com um cara meia-boca, quer? Para que isso nunca aconteça, basta prestar bastante atenção nas dicas abaixo.

Cumpra o prometido

Todo meia-boca nunca ou quase nunca cumpre o que prometeu. O que é frustrante para quem recebeu a promessa e que pode gerar uma péssima imagem de sua palavra. Não dá para fazer? Tudo bem, mas não prometa e aprenda a dizer não.

Vá até o fim

Começou? Termine. Nada de deixar as coisas malfeitas ou inacabadas. Também não é aconselhável colocar terceiros na história e complicar ainda mais o enredo. Aprenda a delegar, confiar na equipe e estimular para que o objetivo seja atingido. Evite acúmulo de tarefas e nunca deixe histórias com finais indefinidos.

Almeje a excelência

Meias-bocas detestam a excelência e costumam rotular os excelentes de "pessoas certinhas ou extremamente exigentes". É melhor ser rotulado por fazer bem do que por fazer tudo mal. Já que não tem jeito e a tarefa tem de ser feita, escolha o Método do Capricho. Você o aprendeu lá nos tempos da escola primária em que a professora sempre falava: "Caprichem, crianças!". Portanto, trate de caprichar e fazer o melhor que pode, não o que é simplesmente possível. Evite as palavras: não sei, não posso, não consigo. Elas acabam com qualquer carreira.

Deixe a preguiça de lado

Eu sei que não é fácil e há horas que dá vontade de jogar tudo para o alto, mas pense na satisfação de algo terminado e bem-feito. A consciência tranqüila, o respeito e admiração dos colegas ou a satisfação de um cliente. Não deixa a preguiça atrapalhar o seu trabalho. Está cansado? Pare um pouco, vá fazer outra coisa, dê uma volta, pratique exercícios que logo a inspiração retorna.

Evite a omissão

Nada pior que pessoas que se omitem de resultados, fogem de responsabilidades e sempre dão um jeitinho de tirar o corpo fora. Usando uma linguagem futebolística: não fuja das divididas! O confronto, um contato um pouco mais forte fazem parte do jogo e o que estiver ao seu alcance faça. Não fuja do jogo, pois o banco de reservas fica bem ali próximo do gramado.

Não tema críticas

Errou, e daí? Não seja tolo o suficiente para ficar esperando só elogios, porque nem sempre eles virão e são quase uma raridade no mundo organizacional. Porém, as críticas sempre estão presentes. Sempre vai existir alguém para dizer que está errado, que não era bem assim e agradar a todos é uma grande utopia. O diferencial dos vencedores é que sabem lidar com as críticas, não se deixam abater ou dão logo a volta por cima. Tente tirar o máximo proveito de situações indesejadas e aprenda a lidar com comentários maldosos ou negativos.

Agindo assim, você passa longe de ser confundido com um profissional meia-boca, daqueles que pouco agregam, mas que sempre esbarramos pelo caminho. Seja o maior exemplo de que vale a pena construir uma imagem de profissionalismo e competência na sua carreira. Sua empresa, comunidade, fornecedores e clientes vão adorar.

fonte: http://www.vendamais.com.br/VendaMais/php/verMateria.php?cod=43123

Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Análise Fundamentalista

Sistema excepcional que auxilia na Análise Fundamentalista de ações. Vale a pena conferir!

Limpo, leve e rápido

Fundamentus - http://www.fundamentus.com.br/

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Podcast's em Espanhol

Para quem quer praticar a audição em espanhol, estes são dois bons podcasts:

Terça-feira, 25 de Março de 2008

Poster Eletrônico Enfoque!

Poster histórico iterativo do Ibovespa indexado pelo dólar!